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sexta-feira, 12 de março de 2021

CONHEÇA OS AUTORES DA HISTÓRIA EM QUADRINHOS "O REI AMARELO"

 Nesta publicação os autores da HQ brasileira "O Rei Amarelo". 

 Escrita em 29/08/2020 por Victor Hugo Sigoli de Campos      


                                   

                                                                 Fonte: Google Imagens

Pedro Pedrada

Mora em São Paulo, é estudante de Artes Visuais, ilustrador e quadrinista. Em parceira com Felipe Lisboa Castro, lançou em 2011 a HQ em formato digital Moinho. Em 2012, desenhou a história “O tempo não espera” na HQ Ida e volta, projeto de Raphael Fernandes e também ilustrado Doug Lira e Rafa Louzada.  

Facebook.com/pedrada.art                            

Site: pedropedrada.culturalspot.org 


Tiago P. Zanetic

Quadrinhos e literatura sempre foram a parte mais importante da sua vida. Formou-se roteirista na Quanta Academia de Artes e logo ingressou no mundo dos quadrinhos no Gibi Quântico, publicação vencedora do Prêmio HQ Mix de 2015. Na literatura, é autor do livro Onze Reis – Principia (Callis). Tenta usar o resto de seu tempo para escrever para o site HomoNerdiens. Um dia ele jura que vai descansar, um dia...

E-mail: tiagopzanetic@gmail.com


LuCAS Chewie

Com amigos, criou o fanzine Porão. Fez o curso de quadrinhos de Ofeliano de Almeida. Estreou profissionalmente nas HQs em Julho de 1994, na revista de RPG Dragão Dourado. Participou das publicações Coleção Assombração, Luzes no Caminho, Uma Aventura no Descobrimento do Brasil, A Luneta Mágica, Noite na Taverna e HQs para empresas. Técnico em publicidade e design gráfico, graduado pela Escola de Belas Artes – UFRJ. Faz ilustrações, storyboards e animação para TV.   


Mauricio R. B. Campos

É paulistano e mora em São Carlos. Como contista, publicou em antologias e no Clube de Autores o livro Mosaicos Urbano. Organizou a antologia Detetives de S.A. (Darda). Foi vencedor do III Prêmio Cidade Poesia e V Concurso de Contos Livrarias Curitiba.

Site: mauriciorbcampos.com.br    Blog: overshockblog.com.br 


                                      

                                             Fonte: Google Imagens

Péricles Ianuch                      

Nascido em Porto Alegre. Além de fazer quadrinhos, trabalha com ilustração e animação. Participou do terceiro volume do projeto Bartkira, ilustra a webcomic O Homem da Capa Amarela, lançou em Pant em 2014 e atualmente está desenvolvendo uma série em quadrinhos intitulada Spooky Vlog.    

Site: pepe-si.tumblr.com


Airton Marinho

Jornalista e administrador, mas gosta mesmo é de fazer quadrinhos. Publicou nas coletâneas Gibi Quântico (ganhador do troféu HQMix na categoria Melhor Publicação Mix de 2015) , Máquina Zero e Imaginários em Quadrinhos v. 2. Paraibano rejeita coisas meigas e fofas, toma cerveja a qualquer hora do dia, fala pouco e escreve muito.

 E-mail: airtonmarinho@yahoo.com.br

 

Marcos Caldas

É ilustrador e freelancer, sendo colaborador regular da revista MAD desde 2014. Entre um trabalho e outro, arruma tempo para desenvolver alguns projetos pessoais. Gosta de quadrinhos porque é uma das formas mais completas e divertidas de se contar qualquer tipo de história.

E-mail: hqmarcos@gmail.com



Erik Avilez

É graduado em Relações Internacionais na UFRJ, escritor ocupado com cinema e TV, e trabalhando (quando sobra tempo) com comércio exterior e tradução.

Co-criador e redator do site www.pontojoao.com    Twitter: @erikville 


                                           

                                              Fonte Google Imagens

André Freitas

Ilustrador e designer formado pela Faculdade Belas Artes de São Paulo. Cursou Quadrinhos e Ilustração na Fábrica de Quadrinhos. Ilustrou livros para várias editoras. Co-editou e publicou na revista Front da Via Lettera (ganhadora do HQ Mix). Lançou Ozman: Nemesis (2013) e Ozman: Harpocrates (2015). Em 2014, ilustrou a HQ que adapta o livro Onde andará Dulce Veiga? de Caio Fernando Abreu. 


Tiago Rech

Natural do Rio Grande do Sul, graduado em Jogos Digitais pela Universidade de Feevale. É fã de Cosmere de Brandon Sanderson estilo Earthbound e Persona. Vive em Brasília, é roteirista e modelador 3D na Otus Game Studio e Behold Studio.

E-mail: tiagorrech@gmail.com                            Twitter@villagenpc 


Victor Freundt

Ilustrador e professor de Histórias em Quadrinhos da Escola Oficina de Santos. Publicou nas revistas MADMundo Canibal e Mundo Estranho. Publica quadrinhos com seu amigo e roteirista Bruno Bispo sob o Selo Bispo Freundt desde 2008, no Brasil e em Portugal. Em 2013, foram indicados ao prêmio Central Comix (Portugal), na categoria Melhor Obra Curta com a HQ TAO. Em 2014, ilustrou Terra Morta: Obsessão de Vitória pela Draco.   

Instagram.com/freundt_1984                      Facebook.com/bispofreundthq 


Rafael Levi

Nascido no epicentro da política brasileira, no Grande ABC, em plenos anos noventa, com a convergência de mídias e a globalização. Trabalha com Direção de Arte e Design. Destacava-se pelos desenhos, mas sua paixão sempre foi pelas histórias, linguagem e poética. Estudante do oculto, niilista e materialista, ainda procura uma construção digna se sentido através do existencialismo.

E-mail: levi.deluca@gmail.com


Samuel Bono  

Desenhista. Trabalha como ilustrador em agências de publicidade. Professor de desenhos e histórias em quadrinhos na escola HQEMFOCO. Como quadrinista criou As Tiras do Bucha, um super-herói de Itaquera, publicado com regularidade no zine Subterrâneo. Participou de histórias na revista Área Hostil com Gerson Witte e tiras do Homem Grilo. Mais recentemente, participou do álbum São Paulo dos Mortos e Pelota, escrito por Daniel Esteves.

Site: samuelbono.blogspot.com.br/


Raphael Salimena

Após ser acometido por raríssima alergia a dinheiro em 2006, entrou para o mundo dos quadrinhos. Desde então já teve trabalhos veiculados em jornais, revistas, livros, portais e canais de TV. Na Internet, mantém o site de tiras linhadotrem e a HQ online St. Bastard (St.Bastard.com.br)Vive isolado em Juiz de Fora – MG, onde rouba crianças e esfola animais nas horas vagas.

 

                                    

                                                      Fonte: Google Imagens

                 Crítica "O Rei Amarelo"

Fonte: Editora Draco

Site: www.editoradraco.com 

  


                                                                                   


sábado, 27 de fevereiro de 2021

RESUMO DA VIDA E OBRA DE FRANZ KAFKA

    Conheça o autor de "A Metamorfose"

     Escrita em 17/10/2020 por Victor Hugo Sigoli de Campos                                                 

                             

  Fonte Google imagens
 

Na segunda metade do século XIX Áustria e Hungria formavam um estado único, governado por Francisco José. Na monarquia austro-húngara viviam numerosas minorias étnicas, em meio a tantas culturas vários idiomas são falados, e o idioma da elite era o alemão. Franz Kafka nasceu na cidade de Praga, em 3 de julho de 1883, oriundo de família judia, seus pais, Hermman Kafka e Julie Lowry eram um casal de classe média em ascensão social.


Em 1885 morre o irmão de Franz, Georg, e em 1887 morre o seu irmão, Heinrich. Em 1889 nasce sua irmã Gabriele a irmã Valerie e em 1892 Ottla sua irmã caçula. Franz estudou em colégios alemães, onde aprendeu também o latim e o grego. Após concluir o colegial entra na Universidade Alemã de Praga, a princípio para estudar Química, mas duas semanas depois se transfere para o curso de Direito, onde conhece Max Brod, que seria seu melhor amigo pelo resto da vida.


Em 1905 publicou seu primeiro livro, "Descrição de uma Luta", no ano seguinte se formou em Direito e em 1908 passou a trabalhar meio período numa companhia de seguros, o expediente lhe dava tempo para escrever suas obras. Em 1912 começou a escrever "A Metamorfose", "O Julgamento" e "América". "A Metamorfose", livro sobre um homem que acorda transformado em inseto, a história se desenvolve em um contexto realista, onde conhecemos a vida de uma família de classe média, a atmosfera monótona e pesada permeia a obra. Em 1914 começou a escrever "O Processo".


Fonte Google imagens

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Em 1915 foi publicada A Metamorfose obra pela qual ganhou o Prêmio Theodor Fontane. A vida emocional era conturbada, marcada por muitos rompimentos amorosos. Em 1924, interessado em estudar sionismo e judaísmo e se apaixonou por sua professora, a polonesa Dora Diamant, e a pede em casamento, mas o pai da jovem reprovou o pedido.

Em 1924 foi acometido por tuberculose e sempre acompanhado por Dora, veio a falecer no dia 3 de junho. Kafka deixou todos os seus livros para Brod e embora tenha pedido que ele os queimasse, o amigo editou e publicou todas as suas obras e escreveu sua biografia. Outras obras: "A Sentença", publicado em 1916, "Carta ao meu Pai" e "Na Colônia Penal" ambas de 1919.
 

Fonte Google imagens


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Fonte: Editora Nova Cultural/ Coleção Grandes Obras.    

                                                                                      


sábado, 13 de fevereiro de 2021

QUEM FOI MARK TWAIN?

Nesta publicação, conheça Mark Twain o escritor de "As Aventuras de Tom Sawyer". 

Escrita em 26/09/2020 por Victor Hugo Sigoli de Campos 

Mark Twain é o pseudônimo de Samuel Langhorne Clemens, nascido na localidade de Florida, Missouri, em 30 de novembro de 1835 e falecido em Redding, Connecticut, em 21 de abril de 1910. Foi um famoso escritor e humorista norte-americano, autor de obras bastante conhecidas, como “As Aventuras de Tom Sawyer”. 

Com uma infância difícil, após perder o pai aos 12 anos, Clemens começou a trabalhar como entregador, escriturário e ajudante para ajudar financeiramente à família. Aos 13 tornou-se aprendiz de tipografia, viajou pelo país, aprendeu navegação no rio Mississipi, vindo a tornar-se posteriormente piloto fluvial. Participou da guerra civil e, após o conflito, foi morar em Nevada com seu irmão. Lá passou a escrever para um jornal da cidade de Virginia. Tornou-se jornalista e começou a conquistar um público com o conto "A célebre rã saltadora do Condado de Calaveras", publicado em 1865.

Nos anos seguintes, conheceu a França, a Itália e a Palestina, ocasião em que reuniu ideias e material para a publicação de seu livro The innocents abroad (1869), com o qual ganhou certa fama como humorista. Em 1872 publica Roughing it, em 1873 The Gilded Age e em 1876 uma de suas maiores e mais famosas obras, The adventures of Tom Sawyer, romance baseado nas suas experiências de adolescência no Mississipi. Aquela apontada como obra-prima de Twain, As Aventuras de Huckleberry Finn, foi publicada em 1884, e trata-se de um retrato de uma América que confrontava os sonhos de uma vida com liberdade e em comunhão com a natureza e o desenvolvimento que rapidamente urbanizava em escala industrial os Estados Unidos. 

                                                                      Fonte: Google Imagens 


A obra de Mark fez sucesso rápido e expressivo, público e crítica se identificavam e recebiam bem suas criações. Twain obteve grande êxito como escritor e como palestrante e é apontado até os dias atuais como o pai da literatura americana. Manteve boas relações com autoridades, artistas, intelectuais, políticos e com a realeza europeia.

O sucesso, porém, não foi capaz de evitar problemas de ordem financeira. Ainda que tenha alcançado projeção internacional, reconhecimento e mesmo tendo recebido importantes somas em dinheiro, Twain empregou fortunas em diversos empreendimentos que não trouxeram bons resultados com lucro, desperdiçando seu patrimônio, levando-o a declarar falência na década de 1890. Com a ajuda do amigo financista Henry Huttleston Rogers, Twain supera os problemas financeiros dando palestras e administrando o lucro de seus livros com negócios de menor risco.

Além dos problemas financeiros, os últimos anos de Twain foram marcados pelas perdas na família, esposa e filhos, e por um pessimismo satírico nos escritos. Uma dimensão irônica de sua visão do mundo e sua sátira do sonho americano fazem um retrato robusto da sociedade americana de seu tempo.

Crítica "As Aventuras de Tom Sawyer"

Fonte: https://www.infoescola.com/biografias/mark-twain/


                                                                                        



sexta-feira, 29 de janeiro de 2021

QUEM É UMBERTO ECO?

 Conheça Umberto Eco, o autor de O Nome da Rosa 

Escrita em 26/ 12/ 2020 por Victor Hugo Sigoli de Campos. 



Umberto Eco nasceu em 5 de janeiro de 1932, em Alexandria, cidade do noroeste da Itália. Viveu a infância sobre a sombra do fascismo. Aos dez anos, foi vencedor de um concurso de redação, cujo tema era “Devemos morrer pela glória de Mussolini e pelo destino imortal da Itália?”

Em 1956 Eco escreveu o livro “II Problema Estetico de San Tommaso”, onde realizou estudos dos textos de São Tomás de Aquino. Estudou Filosofia na Universidade de Turim, doutorou-se em estética medieval em 1961. Ministrou cursos na Europa e nos Estados Unidos, e em 1971 começou a lecionar na Universidade de Bolonha.



                                                                                                   Fonte: Google Imagens 

A carreira do autor é definida tanto por livros de crítica literária, quanto por romances. Exerceu influência nos círculos intelectuais ao estudar os fenômenos de cultura de massas, como, cartazes, histórias em quadrinhos e telenovelas. Nos anos 70 se dedicou aos estudos de semiótica e influenciado por filósofos como John Locke, Kant e Peirce, desenvolveu novas perspectivas sobre o tema.

Entre os livros mais conhecidos do autor, estão “Tratado Geral da Semiótica” (1975), “O Nome da Rosa” (1980), “Arte e Beleza Na Estética Medieval” (1986), “O Pêndulo de Foucault” (1989) e “O Segundo Diário Mínimo” (1992). Suas últimas obras publicadas são “O Cemitério de Praga” (2010), “Confissões de Um Jovem Romancista” e “Construir o Inimigo”, ambas de 2011 e “Número Zero” (2015). O autor faleceu em 19 de fevereiro de 2016 em Milão.

  Fonte: Biografia de Umberto Eco - eBiografia  

               
                     Fonte Google Imagens                                                                                                                                                                                                                                                                                              Fonte Google Imagens


Crítica O Nome da Rosa


                                                                                       

                                                    

sábado, 9 de janeiro de 2021

CRÍTICA HQ | SANDMAN: PRELÚDIOS E NOTURNOS VOL. 1, DE NEIL GAIMAN E MIKE DRINGENBERG

    Escrita em 07/01/20 por Victor Hugo Sigoli de Campos


                            O início de uma jornada antropomórfica 

história em quadrinhos Sandman foi escrita em 1987 pelos autores ingleses, Neil Gaiman e ilustrada por Sam Kieth, Mike Dringenberg, Malcolm Jones III, Chris Bachalo, Michael Zulli, Kelley Jones, Charles Vess, Coleen Doran e Steve Parkhouse. O título é publicado pelo selo de títulos adultos da DC. Comics, a Vertigo, que criou séries como Hellblazer e Monstro do Pântano. À trama começa em 6 de junho na cidade de Wych Cross, Inglaterra, onde, os integrantes da sinistra organização chamada Ordem dos Antigos Mistérios tenta capturar à Deusa da Morte, mas não conseguem e apanham o Sonho.                                   

   

Fonte Google imagens 

O Deus do Sonho ou Morpheus governa o Sonhar, ou seja, o Mundo dos Sonhos, e suas obrigações são guardar às fronteiras entre às coisas, já que é possível que elementos do Sonhar escapem para o mundo dos humanos ou outras dimensões, e garantir que as pessoas sonhem os sonhos certos e os pesadelos ocorram como devem ser. Com Sonho aprisionado às consequências da sua ausência impacta o seu mundo, que entra em destruição, e também o homem, que sofre com a “doença do sono”. Sandman é dos Perpétuos, assim como, Delírio, Desejo, Desespero, Destino, Destruição e Morte são divindades que representam vários aspectos do universo da série. O roteiro de Gaiman é apoteótico e obscuro e combina terror, fantasia e super – heróis, com diversas referências que vão de fatos até Caim e Abel personalidades da Bíblia.

No primeiro volume somos apresentados ao reino do Senhor dos Sonhos, um ser que é místico e mágico (como na imagem abaixo), embora tenham muitas histórias a serem contadas nos arcos seguintes, creio que os autores poderiam ter mostrado Sandman agindo dentro dos sonhos dos humanos. 

                                                                                                         Fonte Google imagens

O foco deste arco é Morpheus em uma história e de todos os seus personagens com destaque para Roderick Burgess, Constantine, As Três Bruxas, Lúcifer, são bem desenvolvidos e influenciam efetivamente à história do protagonista. Acredito que na sequência os autores personificarão os outros deuses do universo de Gaiman, e colocando – os sempre em colisão com outros elementos e sempre despertando perspectivas nos leitores.               

 

                  

Para visualizar imagens de Sandman, clicar no link do site aminoapps: Sandman:Prelúdios e Noturnos | Comics Português Amino (aminoapps.com)


         

Ficha Técnica

Nome: Sandman: Prelúdios e Noturnos Vol. 1 

Autor: Neil Gaiman, Sam Kieth, Mike Dringenberg, Malcolm Jones III, Chris Bachalo, Michael Zulli, Kelley Jones, Charles Vess, Coleen Doran e Steve Parkhouse

Editora: Vertigo/ Pixel

Número de páginas: 132


                                                                

sábado, 12 de dezembro de 2020

CRÍTICA | O NOME DA ROSA, DE UMBERTO ECO

                                  Um suspense na Idade Média 

Escrita em 11/12/2020 por Victor Hugo Sigoli de Campos 






O livro escrito pelo professor italiano Umberto Eco e publicado em 1980 transporta o leitor para um mosteiro italiano no ano de 1327, aonde dois monges, Guilherme de Baskerville seu pupilo Adso Van Melk chegam para investigar o assassinato de um jovem monge. O escritor se baseia em um manuscrito que recebeu de um abade em 1968 que data do século XIV e foi escrito por um padre alemão chamado Dom Adson de Melk que vivenciou fatos misteriosos em uma abadia. Também no clássico detetive Sherlock Holmes e seu assistente Watson, personagens criados por Arthur Conan Doyle, Guilherme é detalhista e persistente e Adso é impulsivo e intuitivo, ambos se complementam.   

Trecho do capítulo Vésperas: Iremos lê-lo para depois interpelá-lo, 

“Podes decerto falar nessas coisas de magia”, concordou Guilherme."

“Porém existem duas formas de magia. Há uma magia que é obra do diabo e que visa a ruína do homem através de artifícios de que não é lícito falar. Mas há uma magia que é obra divina, lá onde a ciência de Deus se manifesta através da ciência do homem, que serve para transformar a natureza, e um de cujos fins é prolongar a vida humana. E esta é magia santa que os sábios deveriam se dedicar sempre, não só para descobrir coisas novas, mas para redescobrir muitos segredos da natureza que a sabedoria divina revelara aos hebreus, aos gregos, a outros povos antigos e hoje até os infiéis (e nem te conto quantas coisas maravilhosas de ótima e ciência da visão há nos livros dos infiéis!). E de todos esses conhecimentos uma ciência cristã deverá se apossar, e retomá-la aos pagãos e aos infiéis tamquam ab iniustis possessoribus.”

O trecho demonstra como o vocabulário da obra é fluído e verborrágico, discorrendo o tema de várias formas, tornando-o repetitivo. Eco estabelece a ideia do parágrafo a desenvolve de forma profunda e relevando sempre aspectos religiosos, científicos e culturais. 

A abadia possui políticas autoritárias que incutem medo em seus discípulos seja pela inacessibilidade da biblioteca, ou pode acreditar pela proibição de risadas, os protagonistas ao adentrarem-na são influenciados por ela. Durante a noite a biblioteca é invadida e livros são roubados, coerção sexual e ocultações de cadáver. O escritor discute também a Inquisição à caça, tortura e execução dos hereges que se escondem na abadia.

O escritor constrói cenas chocantes de sofrimento durante os interrogatórios de Bernardo Gui, o Inquisidor enviado ao claustro pela Igreja Católica. Os protagonistas são levados ao limite, enquanto Adso questiona os métodos do interrogatório, seu mestre admite a brutalidade, no entanto, justifica com o fato dos interrogados serem hereges. O autor estabelece à narrativa e se aprofunda em seus temas, por meio dos seus conhecimentos acadêmicos a respeito de Semiótica, a ciência que estuda a relação entre significante e significado, e debate sobre signos que deveriam guiar e inspirar o homem, mas são usados para manipular e doutrinar.

O livro alterna entre presente e passado, as analepses são exploradas em demasia, e muitos personagens e fatos são apresentados e a leitura se torna cansativa e redundante no meio da narrativa. Umberto Eco se baseou profundamente na história original para escrever o seu livro, mas poderia ter adaptado a sua transição temporal, evitando fragmentar a narrativa e não diminuir a atmosfera de suspense.

O Nome da Rosa é um livro intrigante tanto pela forma como foi feito quanto pela história, mesmo com derrapadas a mensagem é difundida. Todo o conhecimento que é escondido é destruído por sua inacessibilidade, portanto a única forma de preservá-lo é passá-lo adiante.   

 

Ficha Técnica 

Nome: O Nome da Rosa

Autor: Umberto Eco

Editora: Biblioteca Folha de São Paulo

Número de páginas: 479


                                       


           

 

          


 

quinta-feira, 10 de setembro de 2020

CRÍTICA HQ | SOB O SOLO, DE BIANCA PINHEIRO E GREG STELLA

                                   O quadrinho cult brasileiro          

                                          Escrita em 14/08/2020 por Victor Hugo Sigoli de Campos 


 
                                             

A história em quadrinhos Sob o Solo é uma publicação nacional da editora Pipoca e Nanquim. Após sofrerem um ataque do inimigo, dois soldados se refugiam em um bunker. Isolados e com um deles ferido a única esperança que eles têm é pedir ajuda usando um rádio comunicador.                                                                           

Os personagens são feitos de palitinhos e não possuem rostos e nomes. Dois soldados comuns que não possuem altas patentes e vão à guerra apenas para fazer número. Enquanto tentam conseguir ajuda, vão se conhecendo melhor, e são revelados os passados dos dois personagens.    

O “Soldado Ferido” conta ao companheiro algumas experiências que teve no campo de batalha. Conta que certa vez precisou se rastejar no meio de escombros para sobreviver a um bombardeio, fato que inflou ainda mais o seu orgulho e o motivou a permanecer no exército. Enfim, depois de dois anos, ferido e definhando lentamente dentro de um esconderijo, o seu maior medo é morrer e ser esquecido.             

O “Outro Soldado” é jovem e inexperiente. Ao longo da história seu estado mental é fortemente acometido pela situação claustrofóbica que os personagens se encontram, a ponto de delirar, imaginar e conversar com pessoas. É nos devaneios do pobre rapaz que conhecemos outros personagens dentro do abrigo subterrâneo e a história chega seu ao clímax, temos um diálogo sobre caçador e presa que reflete à situação dos dois sobreviventes dentro do esconderijo.      

A arte gráfica de Bianca Pinheiro é minimalista, e transmite a sensação de que o leitor está dentro do bunker observando silenciosamente a narrativa. Os “zooms” que Bianca aplica pontualmente ao longo da história nos aproximam dos personagens e de suas emoções. O roteiro de Greg Stella é objetivo e econômico, engraçado e profundo, humaniza os personagens expondo suas histórias pessoais. 

Sob o Solo é uma narrativa gráfica diferente artisticamente, com quadros verticais, nos permitem ver cada ação, cada movimento, dos dois soldados. No final quando “Outro Soldado” decide sair do esconderijo, nos questionamos, se o que aconteceu dentro do bunker foi fantasia ou realidade. Assim como as Grandes Obras da Literatura, como Hamlet de Shakespeare, como A Metamorfose de Kafka, Sob o Solo apresenta características marcantes, sensibilidade, reflexão e uma arte diferente que incentiva o leitor a olhar mais de perto para compreender a estória.

    

Ficha Técnica 

Nome: Sob o Solo 

Autor: Bianca Pinheiro e Greg Stella 

Editora: Pipoca e Nanquim 

Número de páginas: 104